O uso do formaldeído em procedimentos químicos

segunda-feira, agosto 03, 2020


Desde a antiguidade as mulheres tem certa preocupação com a beleza de seus cabelos. Sempre buscando formas diferentes de cuidados.
Esta busca pelos cuidados dos cabelos deve ser feita com muita atenção, pois, essa busca se  não for feita de forma cautelosa pode trazer consequências terríveis.
As mulheres que já tem cabelos lisos querem eles cada vez mais lisos, as cacheadas que anseiam pelo cabelo liso recorrem a muitos métodos para alcançar esse objetivo.
Existem vários métodos de alisamento, tanto térmicos (provisório) ou químico (definitivo). O térmico tem pouca durabilidade, a estrutura do cabelo volta ao normal com a umidade. Já o químico, dura por mais tempo, sendo praticamente impossível o cabelo voltar a sua estrutura natural, a menos que espere o novo cabelo que irá nascer.
No ano de 1998, surgiu a escova japonesa ou escova progressiva. Alguns anos depois (2003), surgiu a escova progressiva de formol ou formaldeído. Muitas mulheres, usavam esse método de alisamento, lotavam os salões de beleza para terem seus cabelos lisos, pois o resultado era satisfatório. A duração da escova progressiva no cabelo é em média de 1 a 4 meses, sendo assim, necessário o retoque na raiz do cabelo, tomando cuidado para não passar o produto na extensão dos fios para não correr o risco de enfraquece-los. O crescimento desse método de alisamento foi muito grande. O fácil acesso ao formaldeído se tornou preocupante, pois muitos cabeleireiros compravam facilmente e faziam sua própria mistura. Por isso, no ano de 2009, a ANVISA ( Agência Nacional de Vigilância Sanitária)  proibiu a sua venda em farmácias, drogarias, entre outros estabelecimentos públicos, por causa do uso irresponsável nos produtos capilares.
O formol traz sérias consequências a saúde se a pessoa ficar muito exposta a esse produto sem os equipamentos de proteção individual. Algumas consequências são: dermatite, inflamação da membrana mucosa nasal, irritação das vias aéreas inferiores, sensação de queimação no tórax, cefaléia, náuseas, irritabilidade, tosse e taquipineia, até mesmo leucemia.
A ANVISA permite até 0,2% de formol como conservante ( o permitido em produtos capilares) e até 5% como agente endurecedor de unhas. Acima disso a ANVISA não registra.
O formol ele não pode ser usado como método de alisamento, pois para isso é preciso de uma porcentagem muito acima do permitido, podendo chegar até a 37% de formol.
As pessoas que ficam muito expostas ao formaldeído, além de correr o riso de câncer, corre o risco de malformação congênita e alteração do material genético.
Assim, é importante que os cabeleireiros não façam sua própria mistura, pois, o formol traz sérias consequências não só para quem aplica, mais também para o cliente. As consequências são várias, podendo levar até mesmo a morte.
É importante o cabeleireiro comprar somente produtos que sejam registrados pela ANVISA para que a sua saúde  e a de seu cliente sejam preservadas.

Abaixo estão as referências que utilizei para escrever sobre esse assunto.

http://www.unimep.br/phpg/mostraacademica/anais/10mostra/5/483.pdf

https://brasilescola.uol.com.br/quimica/escova-progressiva-com-uso-formol.htm

https://cepein.femanet.com.br/BDigital/arqTccs/0711290582.pdf

https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/118857/delfini_fna_tcc_arafcf.pdf?sequence=1&isAllowed=y



Quer saber um pouco mais? Acesse esses links e tenha mais informações das consequências do uso incorreto desses produtos.


Abs








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